As múltiplas discriminações na vida da pessoa com deficiência – Parte V

Na quarta parte desta grande reportagem, abordamos a interseccionalidade das categorias deficiência e baixa renda. Agora, falaremos sobre outra categoria interseccional: a das pessoas com deficiência e LGBTQIA (sigla que representa Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais, Queer, Intersexuais e Assexuais).

Os homossexuais, bissexuais e transexuais com deficiência

Quando se fala em manifestações violentas de intolerâncias e preconceitos no Brasil, rapidamente a homofobia e a transfobia costumam ser citadas. A cada 25 horas, uma pessoa LGBT é assassinada no país, segundo dados de 2016 coletados pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). E a média de vida das pessoas transexuais é metade da média de vida dos demais brasileiros: 35 anos, de acordo com o site SenadoNotícias.

Os LGBT também estão longe de serem minorias numéricas. Entre os jovens brasileiros de 24 a 35 anos, 27,9% deles são homossexuais ou bissexuais, segundo pesquisa feita pela PUC-RS em 2015 e divulgada inclusive no programa Fantástico, da Rede Globo. Esta é uma porcentagem ainda maior se comparada com a das pessoas com deficiência, que representam 23,9% dos brasileiros.

Então, quando estas duas categorias se interseccionam em um mesmo indivíduo, como fica a questão da visibilidade de suas vivências? Apesar da grande representatividade numérica dos LGBT e das pessoas com deficiência, a intersecção de tais segmentos sociais ainda segue extremamente invisibilizada e, não raro, também é alvo de discriminações.

Sophia Rodovalho dos Santos Rodrigues, psicóloga clínica e ambulatorial, explica que assumir a homoafetividade, ainda hoje em dia, é motivo de sofrimento, preocupação e de muito julgamento. “Para o indivíduo com deficiência, isto não é diferente. Ao contrário, este, em muitos momentos, pode ser ‘julgado’ como deficiente inclusive em sua orientação sexual, como se, por apresentar uma deficiência, acabasse por sobrar a ele o que a sociedade considera como os piores tipos relacionamentos: os homossexuais. Muita gente ainda tende a considerar como doença a questão da homossexualidade”, diz.

Walleria Suri Zafalon. Crédito da imagem: arquivo pessoal.

Walleria Suri Zafalon, 41 anos, aposentada e estudante universitária, moradora de Presidente Prudente/SP, possui retinose pigmentar (uma doença degenerativa da visão) e é mulher transexual. Ativista dos direitos da comunidade LGBT, ela conta sobre as múltiplas dificuldades que enfrentou quando iniciou o processo de transição de gênero, aos 35 anos.

Não aguentava mais fingir ser um homem só para assegurar minha aceitação na sociedade. Demorei 30 anos para tomar essa decisão. Pois desde os cinco anos já tinha consciência de ser uma menina. Mas, quando resolvi me revelar, isso aconteceu de uma forma muito intensa. Fui demitida da empresa onde trabalhava, onde tinha um bom cargo e bom salário. Perdi grandes amigos de longos anos de convivência. Tive que deixar o apartamento onde morei por 10 anos, pois o imóvel era de um tio que também morava comigo e, durante minhas transformações, pediu para que eu procurasse outra moradia. Como eu não era aceita em pensões femininas, tive que ir morar em uma república masculina. Também fui obrigada a interromper, na época, o curso universitário que frequentava, porque sem trabalho não consegui manter os custos das mensalidades. Acho que o fato de eu ser deficiente visual me resguardou de muitos atos mais agressivos. Provavelmente as pessoas sentiam mais pena do que repulsa. Pois a bengala branca que uso me protege da imagem de promiscuidade com a qual sempre somos rotuladas. No entanto, na academia em que eu frequentava, era impedida de utilizar o vestiário feminino e tinha que trocar de roupas no masculino, ficando de lingerie na frente de um monte de homens.

Diéfani Favareto Piovezan, que participou da segunda parte desta grande reportagem, além de ser mulher com deficiência física e auditiva causadas pela Síndrome de Brown Vialetto Van Laere, também é lésbica e já vivenciou uma situação de discriminação pela sua orientação sexual quando tinha apenas 14 anos. “Morei por um tempo nos EUA e, um dia, perdi o ônibus para ir pra casa e estava sem dinheiro para pegar táxi. Como meu amigo morava perto da escola, perguntei se podia ficar na casa dele até minha mãe chegar. Ele disse que não, porque o pai dele não me queria lá. Aí perguntei para outra amiga que era vizinha dele, e ela disse que o pai dele tinha contado para a mãe dela que eu era lésbica, e que ela também não me queria lá. Fiquei 40 minutos na neve e no vento por causa disso, até minha mãe chegar para me buscar”, relembra.

Léo Paulino Barbosa, 47 anos, vendedor, estudante de Direito, militante de direitos humanos da causa de pessoas transexuais e travestis, morador de Santo André/SP, surdo de um ouvido e com dificuldades de locomoção devido a um acidente de trânsito, é um homem transexual e relata que, em relação à busca por emprego, passa por preconceitos tanto por ser pessoa com deficiência quanto por ser transexual. “A frase que mais ouvi em quase 20 anos da minha vida foi ‘Nós não contratamos pessoas como você’. Isso foi me quebrando por dentro… Em relação à deficiência, quase sempre eles alegam que as funções para que o cargo seja exercido demandam agilidade e tempo em pé, ou muitas caminhadas longas. Eu sempre tento explicar que algumas coisas podem ser adequadas às minhas necessidades e que podemos desenvolver um trabalho mais efetivo com algumas atribuições nas quais eu posso ser melhor aproveitado. O problema é que eles já tem um perfil de quem vai ocupar aquela vaga e, claro, não é o de uma pessoa com deficiência”.

Ivone Gomes de Oliveira. Crédito da imagem: arquivo pessoal.

Já para Ivone Gomes de Oliveira, 49 anos, autora do Blog Gata de Rodas, moradora de São Paulo, cadeirante devido à poliomielite e mulher bissexual, os preconceitos tiveram início dentro de casa. “Quando era mais nova, uma vez pedi dinheiro para o meu pai para comprar um par de sapatos e ele me respondeu: ‘Sapato para quê, se você não anda?’. A minha mãe, ao perceber que fiquei arrasada com isso, dias depois comprou o sapato que eu queria. Mas também teve um paquerinha, nos tempos do antigo ginásio, que quando ele estava com os amigos dele, simplesmente fingia que não me conhecia. Um dia, perguntei porque ele me fazia aquilo, e ele me respondeu friamente: ‘Eu tenho vergonha de você!’. E, para piorar, minha mãe, quando ficou sabendo disso, ainda me disse: ‘Você não dá conta nem de você mesma e ainda vai arranjar namorado!’. Depois desse episódio, eu me fechei para o amor e demorou para eu voltar a acreditar que alguém pudesse realmente gostar de mim”, conta.

Lucas de Abreu Maia com seus cães-guias. Crédito da imagem: arquivo pessoal.

Situação semelhante em relação à aceitação familiar, mas agora no que diz respeito à orientação sexual, ocorreu com Lucas de Abreu Maia, 32 anos, jornalista doutorando em Ciência Política na Universidade da Califórnia, morador de La Jolla/EUA, cego de nascença e homem gay. Sua mãe foi a última de seus familiares a aceitar a sua homossexualidade.

Meus amigos sempre agiram com total naturalidade. Minha mãe, surpreendentemente, demorou uns dois anos para aceitar. Isso foi muito difícil para mim, pois eu esperava que ela fosse me apoiar de cara. De início, ela se recusava a achar que eu fosse gay. Acreditava que era só uma fase. Obviamente não era. Com o tempo, contudo, ela passou a aceitar, tentou se aproximar dos meus namorados e, mais importante, uns dois meses antes de morrer, me disse: ‘Aprendi que meu filho é honesto, inteligente, trabalhador e gay, e eu tenho orgulho de todas essas características nele’. Eu e minha mãe sempre tivemos uma relação visceralmente próxima. Ouvir isso foi muito importante.

Para Leandra Du Art, 22 anos, fotógrafa, midialivrista, artivista, escritora e colunista na Mídia Ninja, moradora de Passos/MG, que tem uma síndrome rara chamada Artrogripose (que afeta o desenvolvimento dos ossos) e é mulher transexual, é comum se deparar com discursos de ódio. “Lógico que os ataques de ódio ainda existem e são vivos, latentes, porém, não permito me dar por atacada. O autoconhecimento sobre meu corpo, de se entender como um corpo com deficiência, se deu graças ao descobrimento da minha sexualidade. Quando entendi que meu corpo podia ser visto como belo e desejado, dei o start para começar a valorizar o reflexo que via no espelho e enfrentar o preconceito das pessoas”, explica.

Os entrevistados desta matéria também refletiram sobre a questão da pouca representatividade e da dupla exclusão que sua categoria interseccional costuma enfrentar. Walleria detalhou a situação muito bem com suas palavras. “Tanto as pessoas LGBT+ quanto os indivíduos com deficiência são entendidos como seres humanos fora do padrão da normalidade. O deficiente é repreendido e excluído pela sociedade achar que ele não tem capacidade. E o LGBT é repreendido e excluído igualmente por não ter legitimidade”.

Lucas e Diéfani acreditam que a representatividade do segmento LGBT já é um pouco maior que a dos indivíduos com deficiência. “Separadamente, vejo muito mais representatividade nos EUA do que aqui. E mesmo aqui no Brasil, quando tem, é mais comum que seja da pessoa LGBT do que da com deficiência”, diz Diéfani. Lucas  reforça esse posicionamento. “Infelizmente, como somos pouquíssimos LGBT’s com deficiência, somos quase invisíveis. A maior parte das pessoas encara o indivíduo com deficiência como um assexuado. Na mídia, a pessoa com deficiência é claramente subrepresentada. Quase toda novela atualmente tem um personagem gay, mas quantas novelas têm um personagem com deficiência?”.

Já Ivone dá exemplos que também se alinham com as falas acima. “Esta luta das pessoas com deficiência, porém, ainda se encontra em estágio embrionário. Basta observar que, enquanto na comunidade LGBTQIA cada categoria luta por sua letra, a pessoa com deficiência ainda luta para ser reconhecida como homem e mulher, por exemplo, ao observar que a grande dos banheiros acessíveis é unissex”.

Leandra Du Art. Crédito da imagem: Tassio Lopes.

Leandra ainda lembra que o próprio tema da sexualidade é tabu, principalmente quando se encontra com a categoria deficiência. “Nada se fala em relação à sexualidade da pessoa com deficiência em vista de outras grandes pautas deste público. Falar de sexualidade, no geral, ainda é um tabu muito grande, quem dirá discutir então o direito de gozar de uma pessoa que é colocada em um pedestal de glória e pena, não é mesmo? Hoje em dia, há alguns nomes fortes que levam a pauta da sexualidade de pessoas com deficiência adiante, sem duvida nenhuma, e é só ao se falar mais do assunto é que vamos fazer com que as pessoas com deficiência sejam libertas deste estigma”, pondera.

Léo Paulino Barbosa. Crédito da imagem: arquivo pessoal.

Mas, comparando a aceitação das pessoas com deficiência dentro e fora das comunidades interseccionais, Léo acredita que o ambiente LGBT é um pouco mais acolhedor. “Ainda estamos longe de um movimento que entenda as necessidades de pessoas com deficiência. Mas isso é reflexo da sociedade em que vivemos. Não tenho certeza quanto a avanços expressivos fora da militância, mas o que eu posso garantir é que dentro do movimento LGBT+ há um respeito e acolhimento maior do que dentro da sociedade cisgênera e heterossexual, onde já me derrubaram duas vezes no metrô, onde já me negaram lugar no trem e ainda me disseram ‘Não vou sair, vem me tirar daqui se tu for homem’”.

Walleria contrapõe esta visão ao afirmar o contrário. “Vejo que as minorias excluídas também podem ser muito capazes de excluir quem lhe são diferentes. Já participei de muitos grupos de pessoas com deficiência visual e participo ainda hoje de grupos de pessoas trans e pessoas LGBT. Os indivíduos com deficiência não me veem como mulher por eu ser trans, da mesma forma que o restante da sociedade. E as pessoas LGBT não me veem com capacidade por eu ser deficiente visual, da mesma forma”, conclui.

Os queer, intersexuais e assexuais com deficiência

Enquanto lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, apesar da árdua luta diária contra o preconceito, já possuem pelo menos um certo reconhecimento de sua existência na sociedade, outras categorias da comunidade LGBTQIA são ainda mais invisibilizadas, até mesmo dentro do próprio segmento. A palavra queer, por exemplo, serve para designar, de forma geral, os indivíduos que não são heterossexuais ou que não seguem o binarismo de gênero (masculino/feminino), podendo se referir a qualquer orientação ou identidade dentro da categoria LGBTQIA.

Já a intersexualidade é um termo utilizado para se referir a um conjunto de variações corporais e/ou genéticas que fazem com que uma pessoa não se encaixe nas definições biológicas padrões de masculino ou feminino. Pessoas intersexuais podem nascer com órgãos e/ou cromossomos sexuais híbridos, e as estatísticas sobre este segmento populacional variam entre 0,018% a 1,7% da população mundial.

Os intersexuais enfrentam discursos de patologização e correções cirúrgicas semelhantes às vivenciadas pelas pessoas com deficiência. Com o diferencial de que, na maioria dos casos, a adequação sexual cirúrgica é meramente estética e compulsória, feita quando a pessoa é recém-nascida e ainda não tem condições de decidir se quer ou não passar por tal procedimento. O resultado então é que, muitas vezes, tais pessoas são forçadas a se adequarem a um gênero com o qual não se identificam.

Thais Emilia de Campos com seu marido e seu filho. Crédito da imagem: arquivo pessoal.

Além disso, também pode haver implicações legais apenas pelo fato do individuo ser intersexual. Thais Emilia de Campos, pedagoga habilitada em Educação Especial pela UNESP, psicopedagoga formada pela UNORP, Mestre e Doutoranda em Educação pela UNESP, só conseguiu registrar o seu filho Jacob no cartório dois meses após o nascimento dele, pois os órgãos públicos exigiam que se definisse o sexo do bebê. Sem este registro ao nascer, os indivíduos intersexuais ficam sem direitos básicos, como o acesso ao Sistema Único de Saúde (SUS). Thais chegou a ouvir dos médicos, ainda quando estava grávida, a sugestão de que abortasse a criança, devido também a outras complicações de saúde que o bebê teria.

“Ativistas intersexuais no Brasil e em todo o mundo buscam, através da visibilidade e do descontentamento com as intervenções cirúrgicas e as adequações com hormonização obrigatória, denunciarem a situação de violação dos Direitos Humanos, da integridade física e do princípio da autonomia, relatando suas histórias de vidas e as mutilações sofridas em seus corpos”, desabafa Thais, que tem uma campanha no Facebook para arrecadar recursos para o tratamento de Jacob, pois o bebê possui cardiopatia congênita grave e Síndrome de Noonan.

Amiel Modesto Vieira, sociólogo Mestre em Ciências Humanas e Sociais, e Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Bioética, Ética Aplicada e Saúde Coletiva, em associação com UFRJ, UERJ, UFF e FIOCRUZ, também é uma pessoa intersexual e com deficiência (pé torto congênito e insensibilidade a andrógenos). Ele comenta sobre a exclusão e o preconceito histórico contra os intersexuais.

No passado, nas feiras de curiosidades, corpos intersexos eram exibidos como monstros. Hoje, somos vistos como ‘monstros corrígiveis’, pois estamos no meio social, mas nossos corpos não são aceitos como são e precisam ser adequados. Esta é a interfobia, que cala nossos corpos com segredo e silêncio durante a vida e não permite à sociedade nos conhecer. Nossa existência é a prova de que a resistência é possível, necessária e eficaz.

E os assexuais? Ao contrário da visão comum que algumas pessoas têm sobre esta orientação, na verdade a assexualidade é um termo que designa um amplo espectro de orientações sexuais e/ou românticas baseadas na gradual ausência de atração física. Isto é, assexuais não são apenas os indivíduos que nunca fazem sexo ou que não possuem interesses amorosos: há diversas subcategorias na assexualidade, como por exemplo, a demissexualidade, que representa as pessoas que conseguem sentir desejo sexual somente após um vínculo afetivo. E também as pessoas assexuais podem estabelecer relacionamentos românticos com outros indivíduos do sexo oposto ou do mesmo sexo, dependendo de sua orientação romântica.

No Brasil, cerca de 7,7% das mulheres e 2,5% dos homens relataram não sentir interesse sexual, segundo pesquisa do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) da USP.  Elisabete Regina de Oliveira, doutora em Sociologia da Educação e considerada a principal pesquisadora sobre assexualidade no país, explica que é muito comum a confusão feita entre assexualidade e transtornos hormonais.

A assexualidade não é um transtorno, é uma forma de viver e ver o mundo. Muitas pessoas que eu entrevistei na minha pesquisa fizeram exames de dosagem hormonal, mas não foi constatada nenhuma deficiência hormonal. Porém, mesmo que assim fosse, se a pessoa já nasceu e cresceu com alguma deficiência hormonal e por isso não sente atração sexual, nunca vai sentir falta e isso não será um problema para ela. Portanto, cabe somente a tal pessoa a interpretação desse desinteresse por sexo e de que modo isso será parte de sua construção identitária. Se ela interpretar como problema, vai buscar ajuda; se para ela está bem assim, não há por que ser infeliz por causa disso.

Mas, e quando o indivíduo, além de ser assexual, também tem uma deficiência (de natureza física, sensorial ou intelectual)? As pessoas com deficiência e com outras orientações sexuais lutam justamente pelo direito de manifestação de sua sexualidade e contra o estereótipo da assexualidade compulsória, então há um silenciamento muito grande em relação aos indivíduos com deficiência e que são realmente assexuais.

Vinícius Feres Laud. Crédito da imagem: arquivo pessoal.

Vinícius Feres Laud, 20 anos, estudante, morador de Taubaté/SP, que possui escoliose e é demissexual heteroromântico, conta sobre algumas situações de preconceito pelas quais já passou, tanto pelo fato de ter uma deficiência quanto o de ser assexual.

Tenho uma avó que tem uma superproteção enorme comigo, e várias vezes me trata como um inválido. Demora muito também para eu sentir alguma vontade de ficar com uma mulher, e isso foge da realidade das pessoas à minha volta. Sempre amigos me forçavam a ficar com alguém que eu não tinha nenhuma confiança e afeto, e quando eu recusava, me excluíam de muitas socializações. Diversidade é algo que ainda assusta as pessoas, há um medo de ser mal visto por conviver com alguém diferente. A luta contra a segregação é uma faca de dois gumes, pois temos que dar a ‘cara a tapa’ para mostrar que existimos, mas também aguentar os discursos de ódio como consequência.

 

Acompanhe a seguir a continuidade desta grande reportagem, com o artigo sobre a interseccionalidade na vida das pessoas ateias e com deficiência.

 

Por Ana Raquel Périco Mangili.

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