Deficiências invisíveis – Um relato pessoal

Anteriormente, aqui no Blog Dyskinesis, já debatemos em mais de uma postagem sobre o quanto alguns distúrbios do movimento podem nos marcar fisicamente, seja na limitação funcional do corpo ou em questões mais estéticas.

Sem dúvida, ter uma deficiência que faça nosso corpo desviar dos padrões sociais típicos pode impactar diretamente em nossa autoestima. É inevitável que enfrentemos preconceitos, diferentes graus de isolamento e falta de acessibilidade durante nossa trajetória de vida.

Tudo isso pode trazer à tona questionamentos como “e se meu distúrbio do movimento/minha deficiência não fosse tão visível? As coisas seriam mais fáceis para mim?”. Pensando nisso, trago hoje um relato meu, pois vivo as duas realidades simultaneamente: a de ter uma deficiência visível e a outra, “invisível”. Continuar lendo

Questão de Terminologias – Pessoa com deficiência

Começando as postagens de 2019 e aproveitando para retomar a subseção “Questão de Terminologias” do blog, hoje trago para debate um assunto meio amplo, mas que, depois, pretende se especificar: quais são as nomenclaturas corretas para se falar sobre deficiências e, ao final, sobre os distúrbios de movimento? Continuar lendo

As múltiplas formas do capacitismo

Em mais de uma ocasião, aqui no Dyskinesis, já expliquei o conceito do capacitismo (que é a discriminação contra as pessoas com deficiência) e também já comentei sobre como as pessoas com distúrbios de movimento podem ser julgadas apenas pelas suas aparências e/ou alterações posturais.

A postagem de hoje, então, pretende aprofundar ainda mais esta temática ao identificar certas bases nas quais se sustentam alguns tipos de preconceito contra os indivíduos com distúrbios de movimento. Continuar lendo

Minhas experiências com a Terapia Ocupacional

Neste mês de setembro, uma professora do curso de Terapia Ocupacional da Unesp de Marília/SP, tendo conhecido minha história e meu trabalho com o Blog Dyskinesis no evento do fórum “Universidade (D)eficiente”, realizado em agosto na Unesp de Bauru/SP, me fez um convite para relatar minhas experiências com a Terapia Ocupacional ao longo da vida, com a finalidade de ilustrar meu caso clínico para seus alunos do curso universitário. Continuar lendo

Uma questão de aparências

Basta a gente sair de casa para virar o centro dos olhares alheios. Eu percebo este fato desde que eu era pequena, com uns cinco ou seis anos de idade. No começo, eu não compreendia o motivo de chamar tanto a atenção daqueles que não me conheciam, afinal, eu não tinha como observar meus movimentos e minha postura corporal por um ponto de vista externo ao meu corpo. Continuar lendo